





Eles atacam por todos os lados, e nós estamos aqui, mostrando a cara e parte de alguns sentimentos, sem nenhuma vergonha ou medo.
Eles falam, inventam, se calam, se cansam. E nós estamos aqui. Mais fortes do que nunca, mais velhos do que nunca, mais espertos do que nunca.
O que passou, passou e agora só temos nós mesmos, e a verdade.
Eles ainda precisam de idéias, ainda possuem tolas intenções, mas agora não passam de formigas carregando folhas grandes e verdes, para tentar aparecer um pouco mais, nesse mundo de pobres gigantes.
Eles não entendem, mas isso também não é mais problema nosso.
Todas as tentativas foram em vão, e todas as poucas outras também serão!
É triste poder ser feliz tentando se importar com tudo.
Mas já não é mais assim. Fizemos mais um vez uma escolha, e com certeza também foi certa!
Estamos aqui, e sempre estaremos.
A raiva já passou, e os poucos sentimentos ruins, também. Só falta a pena passar, mas essa não depende mais de nós.

Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicíus De Morais
Sim eu amo Ballet... Posts especiais hoje.
by, Sophia

Estou exausta do ser humano
Exausta da mesma hipocrisia
Mesma ganância
Mesma intolerância
Exausta desse mutismo
Dessa ignorância
Ciúme doentio
Exausta dessas almas leprosas
Desse desafeto
Egocentrismo
De seus distúrbios
Exausta desse stress rotineiro
Dessa estupidez
Exausta dessa violência
Assassinatos
Dessa vergonha
Estou exausta de ser humana
Letícia Pilatti

Solidão não é a falta de gente para, conversar, passear, namorar ou fazer sexo......isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar........isto é saudades.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às vezes para realinhar os pensamentos......isto é equilíbrio.
Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida.........isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado ..........isto é circunstância
Solidão é muito mais que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
Francisco Cândido Xavier

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando
as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter
consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome,
de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas
dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo,
ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e
quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde
por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que
precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável,pois
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
Mário Quintana

Os Ombros Suportam o Mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração,
Tempo em que não se diz mais: meu Amor.
Porque o amor resultou inutíl.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à sua porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
Mas na sombra teus olhos resplandescem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam ( os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer,
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade

Michelangelo ficaria orgulhoso desta adaptação para o balé! :)

Foto: Irina Kolesnikova
A Uma Mulher
by Vinicius de Moraes
Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sobre o teu peito
Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias
E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino
Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne
Quis beijar-te num vago carinho agradecido.
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
E que era preciso fugir para não perder o único instante
Em que foste realmente a ausência de sofrimento
Em que realmente foste a serenidade.

Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....
Mário Quintana

"O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera? São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os Antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo.
Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às cousas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o Ter amado muito, de amar menos."
Padre Antônio Vieira
Dançar não é exercício físico, é muito mais que isso é uma arte.Dançar exige mais que movimentar o corpo pois se dança com a alma...Ao dançarmos chegamos em um lugar que não poderiamos alcançar sem esse dom ou oportunidade... Dançar exige mais que cumprir com horários de aulas e ensaios porque depois deles saimos impregnadas ...não escolhemos a dança ela nos escolhe como algo que esta determinado em nosso destino e cedo ou tarde teremos que cumprir, e que bom que teremos que cumprir pois depois de experimentarmos chegar tão pertinho do céu não queremos mais descer a terra.
Bolo de chocolate, sorvete e tortas é bom....mas nada se compara ao prazer dos aplausos depois de meses de ensaios.
Hoje não tenho palavras para dizer o quanto me orgulho de vocês não só pelo que vocês dançam, mas principalmente pela compreensão é importância que a dança tem nas suas vidas e esses momentos estarão em nossas mentes para sempre.
Parabén Tatiana, pelo seu trabalho com a gente.
Nos a amamos muito.

"Agora só desejo mais alguém, além de mim mesma, para que eu possa me provar..." (Clarice Lispector)
